Por que escutar pode ser tão importante quanto falar?

Quando realmente ouvimos o outro?

Em um mundo de respostas rápidas, escutar se tornou um ato raro. Mas o que acontece quando nos permitimos realmente ouvir o outro?

Vivemos rodeados de palavras. Explicamos, justificamos, opinamos. Tentamos dar sentido ao mundo por meio do que dizemos, mas será que, no meio de tudo isso, estamos realmente escutando?

Escutar não é o mesmo que ouvir

Escutar não é apenas um ato passivo de ouvir o que o outro diz.

Escutar é deixar que a fala do outro nos alcance, que nos provoque, que nos desloque do lugar de quem já tem uma resposta pronta.

A dificuldade de escutar

Mas por que, tantas vezes, escutar parece mais difícil do que falar?

O que acontece quando escutamos de verdade?

Muitas vezes, enquanto alguém fala, já estamos formulando mentalmente o que vamos responder. Estamos esperando nossa vez de falar, não realmente escutando.

O que buscamos em uma conversa?

A afirmação daquilo que já acreditamos?

A chance de convencer o outro?

O conforto de ouvir apenas o que não nos desestabiliza?

Se escutar fosse apenas decodificar palavras, seria simples. Mas escutar exige uma disposição diferente: a de permitir que o que o outro diz faça alguma diferença para nós.

Isso pode ser desconfortável. Às vezes, escutar significa perceber que nossas certezas não são tão sólidas assim.

O silêncio também fala

Nem sempre o que precisa ser ouvido está nas palavras.

🔹 Há pausas que carregam mais sentido do que frases inteiras.

🔹 Há gestos, olhares e silêncios que dizem aquilo que ainda não pôde ser nomeado.

🔹 Há perguntas que ficam suspensas no ar, esperando um tempo para serem respondidas.

Entre uma palavra e outra

O que acontece quando resistimos à urgência de preencher cada espaço com mais palavras? Quando damos tempo para que o que foi dito ecoe antes de sermos tomados pela necessidade de responder?

Escutar é criar um espaço onde algo novo pode surgir

Escuta na terapia e na mediação

Na terapia, a escuta permite que o sujeito construa novas formas de compreender sua própria história.

Na mediação, a escuta cria um espaço onde o conflito pode deixar de ser um embate para se tornar uma possibilidade de transformação.

Escuta no cotidiano

Como seria se, em nossas relações, experimentássemos escutar sem a necessidade de corrigir, convencer ou concluir?

Se escutar não for apenas aguardar a vez de falar, o que pode acontecer no espaço entre uma palavra e outra?

🔹 Quando foi a última vez que você escutou de verdade?

🔹 O que acontece dentro de nós quando nos dispomos a realmente ouvir o que o outro, e nós mesmos, temos a dizer?

🔹 Como seria, na sua próxima conversa, apenas escutar? Sem pressa, sem antecipação, sem resposta imediata. Apenas escutar.

Se quiser refletir sobre isso, a T& C Psicologia & Mediação pode ser um espaço para essa construção. Vamos conversar?

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